Abril 28 2010

 

 

 

 

 

 

Covilhã - "… acabamos por desembocar no Jardim Publico, a S. Francisco, que foi a antiga cerca do convento deste nome. Deste convento, cuja fundação primitiva se sabe ter sido nos princípios do séc. XIII, só resta hoje a igreja, acabada nos fins do séc. XIV.

    Da sua primitiva traça gótica ficaram somente as paredes laterais, com os seus portais em ogiva (foto 1) e o pórtico principal, encravado numa frontaria do séc XIX, «estilo Junta de Freguesia» no dizer humorístico de Ramalho Ortigão. Nessas duas paredes primitivas foram rasgadas duas belas capelas tumulares, com estátuas jacentes (foto 2). Os túmulos da capela da esquerda mostram indícios de primitivamente terem sido dourados, ao passo que toda a capela da direita apresenta vestígios de pintura a púrpura.

    São apreciáveis também nesta igreja, a talha do altar-mor e uma imagem antiga do Crucificado, de impressionante expressão (foto3).

    O Jardim Publico (fotos 4 e 5) debruça-se sobre a Ribeira da carpinteira, que lá no fundo corre pelo vale, sobre cuja escarpa o parque se ateia, em alpendrada. Deste florido miradouro avista-se a parte setentrional da bacia do Zêzere; as vastas terras de Corges e de Caria; a mancha verde-escura da Serra de Crestados, onde floresceu outrora o Convento da Esperança; Belmonte com o seu castelo solarengo onde perpassa ainda a glória de Pedro Alvares Cabral; o Teixoso; Aldeia do carvalho a florar entre a verdura anegrada dos pinheiros, com a sua topografia de presépio e seus pastores destemidos; a Borralheira de casebres escuros a confundir-se com o dorso da serra…" - No "Guia de Portugal III - Beira Baixa e Beira Alta"  de 1924 reedição Fundação Calouste Gulbenkian

publicado por blackcrowes às 13:53
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Abril 26 2010

 

 

 

 

 

 

 

Linhares – situada a 800 metros de altitude, antiga cabeça de concelho com as ruínas de um velhíssimo castelo, que desempenhou papel preponderante na defesa da Beira Alta, nos primeiros tempos da nacionalidade.

O castelo domina o vale do Mondego. Nos ângulos da cerca de cantaria de granito bem aparelhada, levantam-se duas torres ameadas. O acesso faz-se por três portas, uma delas exígua, e por isso designada, como é de uso, porta da traição. No terreiro, restos da cisterna. (fotografia 1)

Na povoação apontam-se algumas casas antigas de vulto: o solar dos Pinas, o arruinado palácio dos Cortes Reais, as casas dos Correia Furtado e dos Brandão Melo. Nesta ultima vê-se uma interessante janela que não é a única a notar na povoação. (fotografia 5)

  O antigo paço do município, tem defronte o pelourinho quinhentista, com esfera armilar, e ao lado, o chamado fórum, com as armas da antiga vila, espécie de rústica tribuna alpendrada, e votada ao abandono. (fotografia 6) - No "Guia de Portugal III - Beira Baixa e Beira Alta"  de 1924 reedição Fundação Calouste Gulbenkian

publicado por blackcrowes às 13:46
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Abril 20 2010

 

 

 

 

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Abril 19 2010

 

 

 

publicado por blackcrowes às 11:30
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Abril 14 2010

 

 

 

 

 

 

 

A partir dos meados do século XIX, um lento processo de industrialização vai provocando a concentração em Lisboa da mão de obra operária. A população da cidade aumenta, mas também se modifica a respectiva composição social, uma classe operária começa a emergir.

 As famílias operárias vêm-se obrigadas a procurar alojamento em espaços desocupados ou velhos pardieiros arruinados, onde improvisam eles próprios precárias habitações, mediante o pagamento de uma renda ao proprietário. É assim que surgem os pátios.

Com o incremento da indústria, acompanhado pelo das obras públicas e da própria construção civil, as necessidades crescentes de mão de obra intensificam o processo de urbanização  e o afluxo de populações à capital. Com este desenvolvimento, provocado pelo aumento de uma procura cada vez mais intensa, aparece uma nova forma de promoção imobiliária, com a construção de conjuntos habitacionais precários e de alta densidade, dando origem, nos finais de oitocentos, às vilas operárias.

De uma configuração muito diversificada, adaptada às dimensões do lote, ao relevo e à relação com o espaço público, as vilas alastram nos primeiros anos do século XX, localizando-se nas franjas periféricas da cidade, em terrenos de pouca valia, muitas vezes insalubres.  – LNEC

 

Em serviço deparei-me com um dos últimos exemplos do acima descrito, com a minha curiosidade sobre a história da cidade tirei algumas fotografias. A estas juntei as que retirei do arquivo municipal tiradas na década de 60 por Artur Goulart, curiosamente os ângulos coincidiram.

Passados  50 anos as diferenças neste espaço não são muitas, mas a falta da presença humana é gritante, contudo pelas fotos antigas conseguimos imaginar o que seria viver nestes locais.

publicado por blackcrowes às 16:01
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Abril 13 2010

 

 

 

 

... na aldeia de Folgosinho, também muito velha, antiga cabeça de concelho edificada num sítio dominante, (930 m de alt.), de face voltada para a vertente de Fornos; pelourinho; industria tradicional de queijos da serra. No outeiro, restos de fortificação medieval. Aspectos interessantes das lavouras de centeio, a altitudes que ultrapassam os mil metros. No cimo da serra, convidam a desportivas escaladas os belos miradouros. - No "Guia de Portugal III - Beira Baixa e Beira Alta"  de 1924 reedição Fundação Calouste Gulbenkian.

publicado por blackcrowes às 14:12

Abril 09 2010

 

 

 

 

 

À descoberta do vulcão foi um percurso pedestre organizado dela C.M. Loures, que fiz recentemente. Com passagem pelo Forte de Ribas, parte integrante das Linhas de Torres que se opuseram à 3ª invasão francesa (vista a partir do forte e da aproximação de ataque francesa na foto 2) e com  final no cabeço/vulcão de Montachique (foto 1), com 409 metros de altitude e uma vista fantástica.

publicado por blackcrowes às 15:35

Abril 06 2010

 

 

 

 

 

 

 

publicado por blackcrowes às 11:22

"O fim de uma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite. É preciso recomeçar a viagem. Sempre." - Saramago
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