Setembro 28 2010

 

 

 

 

 

 

 

 

A batalha do Buçaco, travada a 27 de Setembro de 1810, esteve englobada na 3ª invasão das tropas napoleónicas ao nosso país, foi uma tentativa das tropas aliadas do exército anglo português travarem os franceses do Marechal Massena.

Quando se deu a 3ª e ultima invasão, a nossa estratégia de defesa assentava na resistência da praça de Almeida, para tentar deter os franceses num cerco que se desejava prolongado, afim de dar tempo a que se concluíssem as linhas de Torres Vedras. Por uma casualidade, um tiro de canhão da artilharia que cercava a fortaleza, acertou no paiol de munições que estava sob o castelo medieval, a explosão foi brutal dizimando os defensores e destruindo parte das muralhas, assim seguiu-se a rendição, o que permitiu a rápida entrada das tropas napoleónicas no nosso país.

Assim Wellington o comandante do exército dos aliados, decide aproveitar o terreno vantajoso da serra do Buçaco para combater o inimigo, Massena decide enviar duas colunas ao comando dos generais Ney e Reynier para tomarem as alturas.

Amanhece com muito nevoeiro, a serra naquela altura era descarnada, não possuindo a floresta que hoje a cobre, os dois movimentos franceses que deviam ser sincronizados tem um desfasamento de uma hora entre si. Ao chegarem ao alcance das armas portuguesas e inglesas são recebidos pelo fogo de diversas descargas e de cargas de baioneta, mais assaltos franceses são repelidos com pesadas baixas, até que Massena dá ordem para retirar.

Os franceses tiveram 4.486 baixas, incluindo cinco generais. Os Aliados tiveram 1.252 mortos e feridos durante esta batalha que é considerada um modelo defensivo e onde as tropas portuguesas, que até aí não tinham sido postas à prova se portam de maneira exemplar.

Tudo isto estrategicamente de nada serviu pois as tropas francesas descobriram um caminho alternativo de rodear a serra, e Wellington ordenou a retirada do nosso exército para Lisboa para não ficar cercado.

Com o exército aliado retirou a maior parte da população das regiões em que iria passar o exército francês. Foi dada ordem de evacuação de Coimbra, as propriedades agrícolas foram abandonadas, os bens que não podiam ser transportados e podiam servir de algum modo os franceses foram destruídos, era a táctica da terra queimada.

As linhas de Torres Vedras travaram finalmente os invasores, que perante a magnitude dos trabalhos de defesa desistiram e assolados pela fome, pelas populações enraivecidas e pelo exército aliado partiram para não mais voltar.

Hoje em dia não temos da noção do que foi para o nosso pais todos estes acontecimentos, a mortandade de grande parte da população, o saque e a destruição feita pelos franceses, a fuga da família real para o Brasil, com valores e figuras mais importantes da sociedade, o domínio mais tarde feito sobre nós pelos nossos aliados ingleses etc, etc.

Estive presente na recriação histórica da batalha do Buçaco, onde estiveram várias associações de figurantes, de diversos países, aqui ficam algumas fotos.

 

publicado por blackcrowes às 14:51
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Setembro 21 2010

 

 

 

 

 

 

 

 

O percurso pedestre da Rocha Delicada, junto à Ria do Alvor, é circular e possui cerca de 8 km.

Começa junto à estação da Mexilhoeira Grande e segue sempre por terrenos agrícolas planos, passa junto a tanques de piscicultura, até chegar à zona do sapal e finalmente darmos com o ecossistema aquático da laguna do Alvor.

È visível a acompanhar-nos toda a flora e fauna característica destes terrenos.

Fazer este percurso de manhã cedo ou ao fim do dia, permite-nos evitar o calor, mas acima de tudo e graças ao isolamento apreciar tudo o que nos rodeia.

Se forem para a zona de Portimão guardem algum tempo, porque aqui nem tudo é só praia.

publicado por blackcrowes às 12:11

Setembro 15 2010

 

 

 

 

 

 

O projecto Crono, tem como objectivo, melhorar a imagem da cidade, através da pintura de graffitis em edifícios em mau estado.

Em diversos locais de Lisboa nos próximos meses vão surgir trabalhos fantásticos, estes que aqui mostro são os primeiros, estão localizados em Picoas, em três fachadas, da autoria dos irmãos brasileiros “Os Gémeos”, do italiano Blu e do espanhol Sam3.

publicado por blackcrowes às 12:09
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Setembro 10 2010

 

 

 

 

 

 

 

O Castro da Cola, localiza-se no Concelho de Ourique, a sua ocupação remonta a um castro, ou citânia do período neolítico, particularmente durante a Idade do Ferro.

Os vestígios da ocupação muçulmana são os mais importantes, indicam uma comunidade significativa, baseada na actividade agrícola e pecuária,  a localidade dividia-se entre uma zona dentro das muralhas principais e outra anexa numa zona mais alargada em muralhas secundárias.

Com uma posição dominante sobre todo o território em redor,  aos pés das suas muralhas está o Santuário de Nossa Senhora da Cola. A vista é magnifica.

publicado por blackcrowes às 16:46
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Setembro 07 2010

 

 

 

 

 

O pórtico nascente do Museu Militar de Lisboa, é algo magnifico e que merece alguns momentos de paragem e contemplação. Decorado pelo escultor Teixeira Lopes em 1890 representa a Pátria em todo o seu esplendor.

A imagem que nos transmite é de um movimento poderoso, parece que as personagens nele presente ganham vida, querendo-nos arrastar junto com elas.

publicado por blackcrowes às 15:57
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Setembro 03 2010

 

 

 

 

 

 

O Concelho de Sintra é formado por contrastes, podemos por um lado reparar nas freguesias superpovoadas com todo o seu betão, no caos do transito do IC 19 e acessos, ou por outro lado na paisagem reconhecida pela UNESCO, com belíssimos monumentos e uma serra verde e pujante de vida.

Entre estes espaços e ainda na chamada zona saloia existem recantos ainda preservados, como os destas fotografias, onde vestígios do passado e natureza subsistem. Espero que por muito tempo.

Foram todas tiradas a cerca de 10 ou 15 minutos a pé de onde moro. Às vezes, é preciso avançar por um caminho que passamos todos os dias ao lado e nunca trilhámos, para descobrir coisas novas, façam-no…

publicado por blackcrowes às 12:17
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"O fim de uma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite. É preciso recomeçar a viagem. Sempre." - Saramago
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