Janeiro 25 2011

  

 

 

 

 

 

 

 

Alfama é um verdadeiro labirinto de ruelas tortuosas, de um pitoresco inexcedível, cortadas de becos estreitos como dedos, sobre que se precipitam escadarias lúgubres ou se abrem arcos e postigos, recantos arcaicos, com seus andares de ressalto apoiados a varões oblíquos de ferro ou de madeira, suas empenas que se abrem ao alto, por vezes a fresta quadrada, com balcões de grade ou balaústres, suas janelinhas, poiais floridos de craveiros e seus registos claros de azulejos onde a Virgem se ostenta entre Stº António e São Marçal. De quando em quando as vielas rasgam-se, alcandorando-se a alturas inesperadas, e a vista lava-se então numa nesga do Tejo, debruando ao largo a confusão emaranhada do velho bairro que em baixo mostra os telhados de duas águas. Deve-se ver isto a todas as horas do dia e a todos os dias da semana, para colher em flagrante a nota viva deste bairro que canta as suas empresas na guitarra gemebunda e melancólica.

No primeiro guia de Portugal de 1924 - volume "Lisboa e arredores"

publicado por blackcrowes às 13:43
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Janeiro 21 2011

 

  

 

 

 

 

Mais um trabalho do projecto Crono, neste caso da dupla ARM, na Avenida da Liberdade, Nº247.

 

Para ver o meu post anterior sobre este tema.

 

http://olharescruzados.blogs.sapo.pt/21681.html

publicado por blackcrowes às 14:40
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Janeiro 18 2011

 

  

 

  

 

 

Segundo um projecto modernista de Gonçalo Ribeiro Telles e de António Viana Barreto, o jardim Gulbenkian foi construído na década de 60.

Com diversos recantos, caminhos e muitos espaços singulares, passear entre os seus túneis verdes ou sentarmo-nos a ler enquanto ouvimos o som da água a correr, faz-nos esquecer a cidade agitada que nos rodeia.

É o meu espaço verde favorito de Lisboa.

publicado por blackcrowes às 11:17
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Janeiro 11 2011

 

 

 

 

 

 

Originalmente o terreno onde hoje está situado o Jardim do Príncipe Real, era no séc. XVII, o local de eleição para construir um palácio para o filho do Marques de Alegrete, contudo depois do seu abandono e ruína, ficou conhecido como a lixeira do Bairro Alto.

Seguidamente e após a compra dos terrenos pela Companhia de Jesus foi neles construído o colégio das Missões, que veio a ficar destruído com o terramoto de 1755.

Numa série de sucessivas utilizações aqui foi construída a nova Sé Patriarcal, que no seguimento de um incêndio veio também a desaparecer.

Em 1830 a Câmara compra o espaço e construiu-se um jardim romântico, tendo em 1863 ficado concluída a construção do reservatório de água no seu centro.

Entre os seus ex-líbris podemos salientar entre outras belas espécies arbóreas o seu enorme Cedro do Buçaco, com 20 metros de diâmetro, bem como o bonito lago octogonal com repuxo.

Possui um parque infantil assim como o apoio de esplanadas, pelo que é um dos locais mais aprazíveis da cidade, com diferentes nuances conforme a estação do ano.

 

 

 

Localizado no subsolo do jardim do Príncipe Real, em Lisboa, o Reservatório da Patriarcal foi projectado em 1856 pelo francês Mary, engenheiro inspector do departamento do Sena. Construído entre 1860 e 1864, com uma cota de 67 metros, tornou-se, então o mais importante na rede de distribuição de água da zona baixa da cidade.

Esta cisterna em alvenaria e de forma octogonal tem uma capacidade de 880m3. Sobre os seus 31 pilares com 9 metros de altura assentam diversos arcos em cantaria que sustentam as abóbadas.

Sobre as abóbadas, no exterior, assenta um lago com repuxo, com quatro tubos no fundo que se prolongam até à superfície da água e que funcionavam como escoadouros. - Dados retirados do folheto informativo do museu da EPAL 

 

publicado por blackcrowes às 15:41
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Janeiro 07 2011

 

 

 

 

 

 

Quatro artistas lisboetas pintaram um mural numa parede em frente à Casa dos Bicos (futura Fundação Saramago), possui citações e imagens retiradas do filme/documentário “José e Pilar”, aqui estão algumas fotografias do trabalho para apreciarem.

publicado por blackcrowes às 13:39
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Janeiro 04 2011

 

 

 

 

 

 

 

 

O Jardim de Serralves é um espaço verde magnífico, que rodeia o Museu de Arte Contemporânea de Serralves.

Seguindo o projecto de Jacques Gréber, encomendado pelo Conde de Vizela em 1932, apresenta um classicismo modernizado, suavemente Déco, influenciado pelos jardins franceses dos séculos XVI e XVII.

Como o jardim é um espaço mudado ao longo de mais de um século, é muito diferente ao longo dos seus diversos espaços, o que torna a sua visita muito original e agradável e a cada passo surpreendente.

Sem duvida uma marca emblemática da cidade do Porto.

publicado por blackcrowes às 13:36
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"O fim de uma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite. É preciso recomeçar a viagem. Sempre." - Saramago
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