Fevereiro 28 2011

 

 

 

 

 

A Barragem Romana de Belas (construída no século III), localizada na ribeira de Carenque, tinha 50 metros de comprimento, 7 de largura e uma altura máxima 8 metros, com capacidade de 125.000 metros cúbicos de água, alimentava o Aqueduto Romano da Amadora que, se diz, abastecia a cidade de Lisboa.

 

A sua localização deve-se ao facto de esta região ser riquíssima em água possuindo muitas nascentes.

 

Esta barragem com um paredão e contrafortes em argamassa, denota a preocupação dos romanos com a qualidade de vida da população das suas cidades, infelizmente a construção de um novo aqueduto no século XVIII e de uma estrada posteriormente, vieram destruir e soterrar parte da mesma.

 

Este meu “post” é o primeiro de dois, que quero dedicar à importância secular da água para a cidade de Lisboa, o próximo salienta os monumentos que se encontram espalhados pela cidade que marcam e consagram a esmagadora tarefa de abastecer a capital.

publicado por blackcrowes às 16:50
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Fevereiro 22 2011

  

  

  

 

  

 

Existe dentro do Palácio Foz uma cave secreta, nela está guardada uma jóia da cidade de Lisboa, o Restaurante Abadia, lugar de reuniões da maçonaria.

Imaginemos o secretismo de entrar neste local de culto original de 1917, quem entra dá de caras com um velho poço onde ainda corre agua, de uma das imensas nascentes lisboetas, este fica localizado num espaço que copia um antigo claustro conventual, de influência manuelina. A restante decoração é feita com dragões, cachos de uvas, pombas, elefantes e muitos outros símbolos com segundos sentidos, entre os quais os bustos de 24 maçons que utilizavam este espaço.

 

Acabo com este “post” os que dedico ao Palácio Foz, espero que com eles tenha despertado em que os leu, a vontade de partir à descoberta de este monumento tão visível mas também aparentemente tão pouco conhecido. Procurem aqui os contactos - 

 

http://www.gmcs.pt/index.php?op=cont&cid=77&sid=317

 

e vão vale a pena…

 

 

 

 

 

publicado por blackcrowes às 10:45
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Fevereiro 15 2011

  

 

 

 

 

A Sala dos Espelhos do Palácio Foz é uma majestosa sala de baile, as semelhanças com o Palácio de Queluz são notórias, é um local onde hoje em dia podemos apreciar um leque de espectáculos musicais variado.

Foi nesta sala que nos anos 30 funcionou o famoso Maxim´s.

Possui um tecto forrado com diversas figuras alegóricas da autoria de Columbano e Weenix (pintor holandês).

publicado por blackcrowes às 16:56
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Fevereiro 10 2011

 

 

 

 

 

 

  

 

Por vezes passamos junto a locais que admiramos mas que nunca se proporciona conhece-los, o Palácio Foz, nos Restauradores em Lisboa é um caso paradigmático desta situação.

Por fora a sua fachada é fantástica mas nada me preparava para o admirável tesouro que é o seu interior, entre escadarias, salões e caves secretas é tal a quantidade de pormenores belíssimos que vou dividir em diversas vezes o que tenho para colocar aqui.

Saliento que as visitas ao palácio são gratuitas e excelentemente guiadas.

 

Início esta visita fotográfica com as minhas imagens da - Escadaria - do princípio do século XX é considerada uma das mais belas das existentes nos palácios portugueses. Em mármore branco, possui três lances com guarda de bronze fosco e dourado e aço polido, chumbados em mármores cinzentos, com o brasão dos Marqueses da Foz foi feito em Paris.

 

O texto que se segue é retirado do primeiro guia de Portugal de 1924 e reporta à situação do palácio na época.

"Na face oeste da Praça dos Restauradores, o chamado Palácio Foz, soberba edificação de grande nobreza de estilo que foi dos marqueses de Castelo Melhor, começado a construir em 1755 sobre o risco do arquitecto italiano Fabri e adquirido em 1889 pelo marquês da Foz.

Interiormente o palácio, que este restaurou confiando a sua decoração aos melhores artistas do tempo era o mais luxuoso de Lisboa. Sucediam-se as salas magnificamente decoradas, como a das Perdizes, as de Luis XV e XVI, e a biblioteca, cujos tectos em carvalho, pertencera à Sala dos Reis do convento dos Jerónimos. Do tempo dos Castelo melhor conservava ainda a ermida da Sr.ª da Pureza, uma das mais ricas de Lisboa. A riqueza em quadros, esculturas, lambris de azulejos, lustres, mobiliário, fogões artísticos de mármore e bronze da casa de Fourdinois, e até peças autenticas dos Germain, faziam desta casa um repositório de arte e uma mansão de vida luxuosa e requintada como nunca mais houve em Lisboa. Hoje, porém, o palácio Foz não é mais que a memória, embora brilhante, do que foi. Vendidas em 1901 pelo marquês as preciosas colecções de arte que lhe compunham o recheio, derrubada a capela, no ano seguinte, para alargamento da residência, indo a imagem da Sr.ª da Pureza para a Igreja de S. Lourenço e as colunas e balaustradas de mármore para o Museu de Artilharia, vendido o próprio edifício em 1908…restam hoje, de tanta riqueza e bom gosto, o átrio com pinturas de Manini, a sumptuosa escadaria de mármore, onde se admira uma bela grade de bronze e ferro forjado que ao tempo importou em 42 contos, e enfim a delicada decoração de algumas salas, imitadas das de Queluz, com tectos e sobreportas de Columbano e outros, e admirável obras de carpintaria e de talha do entalhador Leandro Braga."

publicado por blackcrowes às 14:33
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Fevereiro 04 2011

 

 

 

 

 

 

A 3 de Setembro de 1758 o Rei D. José sofreu um atentado quando se deslocava numa viagem nocturna secreta. Aproveitando esse facto o Marquês de Pombal deitou as culpas para cima do Duque de Aveiro, D. José de Mascarenhas, e dos seus seguidores, nomeadamente a família dos Távoras, e assim eliminou adversários e ganhou peso politico junto do rei.

Todos estes elementos foram torturados de maneira a confessarem o que era pretendido e horrivelmente executados no dia 13 de Janeiro de 1759.

O palácio do Duque de Aveiro em Belém foi demolido, e o terreno onde se localizava foi salgado para que nada nele nascesse nunca mais. Para que ninguém se esquecesse da justiça real neste local foi colocado uma coluna cilíndrica, com cinco anéis que representam os cinco membros da família dos Duques de Aveiro implicados na conspiração. Hoje ainda aí se encontra, para o localizar é sair da porta da célebre pastelaria dos “pastéis de nata” na direcção dos Jerónimos e poucos metros depois olhar para dentro de um pequeno beco escondido (Beco do chão Salgado).

 

Na base encontra-se um painel onde está escrito:

"AQUI FORAM ARRASADAS E SALGADAS AS CASAS DE JOSÉ MASCARENHAS, EXAUTORADO DAS HONRAS DE DUQUE DE AVEIRO E OUTRAS CONDEMNADO POR SENTENÇA PROFERIDA NA SUPREMA JUNCTA DE INCONFIDÊNCIA EM 12 DE JANEIRO DE 1759 . JUSTIÇADO COMO UM DOS CHEFES DO BÁRBARO E EXECRANDO DESACATO QUE NA NOITE DE 3 DE SETEMBRO DE 1758 SE HAVIA COMETIDO CONTRA A REAL E SAGRADA PESSOA DE D. JOSÉ I. NESTE TERRENO INFÂME SE NÃO PODERÁ EDIFICAR EM TEMPO ALGUM".

publicado por blackcrowes às 15:33
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Fevereiro 01 2011

 

  

 

 

  

 

 

 

O Lagar de Azeite do Palácio Marques de Pombal, recentemente recuperado usando técnicas e materiais próximos dos usados originalmente, é um exemplo de tecnologia de ponta a nível mundial à época.

A visita é iniciada com a projecção de um filme e complementada com painéis informativos existentes no local, mas acima de tudo pela recriação histórica.

Segue-se o texto de promoção da C. M. Oeiras que é elucidativo sobre este engenho.

 

“Renasce em Oeiras, o Lagar, peça fundamental no desenvolvimento pré-industrial da segunda metade do século XVIII. Recuperada a sua função e repostos os mecanismos de produção do azeite, pode agora ser revisitado.

Uma atafona de quatro galgas, duas prensas de vara com 10 metros de comprimento que levantam pesos de 2 toneladas do mais duro lioz à força de sarilhos que movem fusos de madeira com 3 metros de altura. Tudo isto para obter mais de 7 toneladas de pressão nas portas que extraem o azeite.”

 

 

publicado por blackcrowes às 12:15
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"O fim de uma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite. É preciso recomeçar a viagem. Sempre." - Saramago
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