Dezembro 28 2011

 

 

 

 

 

 

 

 

Estoril, ruas areadas de parque, onde a brisa só chega coada pelas árvores e a própria voz do mar amortecida. A transparência sem rival do ar, a doçura benéfica do clima, os jardins que afogam as vivendas em moitas de goivos e gerânios, os pelargónios que às regaçadas pendem dos muros, as tamargueiras e as olaias que florescem numa fina névoa melindrosa cor de lilás ou de violeta, os pinheiros que se projectam no azul límpido do céu, os eucaliptos que embalsamam os caminhos, os tapetes policrómicos das flores silvestres, fazem de uma digressão por esta estância, um verdadeiro festim de cor e perfume.

Lá do alto o olhar surpreende em toda a sua grandeza o esplendor das baia e a costa recortada, em cuja orla os chalés esfusiam no azul os seus negros coruchéus de ardósia.

Desce-se, e por sobre a escadaria que conduz à estação e à praia, depara-se um altar todo florido: nos taludes desabrocham as taças brancas, purpúreas, e amarelas das belas flores; as palmeiras têm grandes leques oscilantes; os pinheiros e abetos, de largas folhas recortadas e pendentes, ondulam ao vento; e até os enormes alões, hirtos e pontuados a branco como cera, lembram grandes círios.

No Inverno, diante deste mar tão azul, sob a abóbada doce do céu, com os campos ainda matizados e floridos e o ar impregnado dum perfume tépido, o Estoril conserva o encanto voluptuoso das primaveras inextinguíveis.

No primeiro guia de Portugal de 1924, edição Gulbenkian.

 

publicado por blackcrowes às 14:42
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Dezembro 07 2011

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com partida do Col de Forclaz o percurso a meia encosta de montanha até ao Glaciar du Trient, é um passeio de montanha fantástico e acessível para fazer em família.

Sempre acompanhado, ao longo de todo o caminho, por uma levada com grande quantidade de água a correr, os suíços chamam-lhes “bisse”, eram construídos para canalizar a água dos glaciares de modo a irrigar as culturas.

Sucedem-se as vistas fantásticas de montanhas, vales e desfiladeiros, ao fundo vêem-se pequenas aldeias e lá no alto, em frente a nós o magnifico glaciar, cujo gelo que nem à meia hora se derreteu, agora corre em forma liquida ao nosso lado num rio feroz e ensurdecedor.

Como prémio final uma raposa veio ao nosso encontro pedinchar alguma comida e posou para a fotografia com o seu porte distinto.

publicado por blackcrowes às 10:59
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"O fim de uma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite. É preciso recomeçar a viagem. Sempre." - Saramago
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