Dezembro 02 2013

 

 

 

 

 

 

 

 

"A Tapada da Ajuda insere-se num território conhecido, pelo menos des­de o tempo da ocupação romana, pela sua riqueza agrícola e pelo bom clima. Os solos, predominantemente de origem calcária e basáltica, al­bergam pequenos bosques de grandes zambujeiros, frequentemente com alfarrobeiras, constituindo a vegetação climácica da zona de Lisboa nas encostas viradas ao Tejo. Plantas como madressilvas, abrunheiros, folha­do, gilbardeira, pilriteiro e pascoínhas, são próprias do zambujal climácico e podem hoje ser observadas em comunhão forçada com as exóticas aqui plantadas desde a fundação do ISA (Instituto Superior de Agronomia).

Os 100 hectares hoje conhecidos por Tapada da Ajuda foram durante a Di­nastia Filipina utilizados pelo rei e sua corte como parque de caça. Em 1645 D. João IV decreta por escritura a criação de uma tapada devidamente murada na qual se cria gado e caça e de onde se aproveita o mato e a lenha, sendo-lhe atribuído formalmente o nome de Tapada Real de Alcântara. Este tornou-se num local de eleição para estadias da família Real durante os tempos de re­creio e descanso. Com a mudança da residência dos reis para o Alto da Ajuda, a Tapada Real de Alcântara passou a denominar-se Tapada Real da Ajuda.

Ao longo dos tempos foram sendo outras as funções da Tapada da Ajuda, designadamente como espaço pedagógico, de ensino e recreio. A partir do século XIX foi aberta ao público, possibilitando visitas a exposições agrícolas e facultando um local de passeio. Em 1910, com a implantação da República, este espaço passa a dedicar-se ao ensino da agricultura e silvicultura denominando-se Instituto Superior de Agronomia.

A Tapada da Ajuda constitui um exemplar único, no conjunto dos espaços verdes da cidade, sendo inquestionável o seu valor histórico, florestal e am­biental, o que conduziu ao seu reconhecimento como imóvel de interesse pú­blico (conjunto intramuros) encontrando-se sob um regime de protecção." 

“A Tapada estará aberta ao público permanentemente, servindo para pas­seio, para instrução dos agricultores ou de quaisquer outros visitantes, bem como para a lição de coisas, às crianças e alunos de todas as escolas”.

Governo Provisório da República Portuguesa, 12 de Dezembro de 1910

Retirado do site do Instituto Superior de Agronomia - http://www.isa.utl.pt/visitantes/tapada-da-ajuda onde podem retirar um ficheiro em pdf com o roteiro da tapada.

 

Para além de acima descrito vale a pena descobrir:

 

- O lindíssimo Pavilhão de Exposições de 1884.

 

- O auditório de pedra com capacidade para 3000 pessoas enquadrado na natureza com a sua fantástica acústica.

 

- O banco onde o general Junot descansava a caminho do palácio da Ajuda enquanto via o pôr-do-sol.

 

- O Chalet da Rainha D. Amélia.

 

- O Miradouro com vista sobre Lisboa o estuário do Tejo e a foz.

 

- O único lugar de Lisboa onde se faz a vindima.

 

- O Observatório Astronómico de Lisboa, de 1850, com planta em forma de cruz com as quatro pontas rigorosamente orientadas para os pontos cardeais.

 

- O Jardim da Rainha, com espécies únicas, e bancos cobertos de azulejos com episódios históricos.

 

…partam à descoberta deste património singular e magnifico.

publicado por blackcrowes às 16:37
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"O fim de uma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite. É preciso recomeçar a viagem. Sempre." - Saramago
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