Junho 27 2014

 

 

 

 

 

 

 

 

Maquete da fortaleza

 

O Château de Vincennes é o mais importante castelo-palácio Real francês que subsiste. Foi erguido entre o século XIV e o século XVII em Vincennes, a leste de Paris, actualmente um subúrbio da capital francesa, servido facilmente de Paris por metro e comboio. A altura da sua torre de menagem, 52 metros, torna-a mais alta da Europa.

 

Originalmente, por volta de cerca de 1150, um pavilhão de caça de Luis VII, foi aumentado e modificado para uma mansão e posteriormente transformado para uma fortaleza militar, já por Filipe III e Filipe IV. Enquanto a Saint-Chapelle de Paris não estava pronta para receber as relíquias santas da coroa de espinhos de Cristo, estas ficaram aqui.

 

Ao longo dos séculos foi também usado como prisão tendo tido por hóspedes famosos; Diderot (escritor e filosofo); o Marquês de Sade; Louis II de Bourbon (filho de Henrique II); Nicolas Fouquet (superintendente de França do rei Luís XIV), do lado dos guardas temos o verdadeiro D´Artagnan, que veio a servir de inspiração a Alexandre Dumas.

 

Em 1796, o palácio foi convertido em arsenal. Em 1804, o Duque d'Enghien foi fuzilado nos fosso do palácio.

 

Nomeado governador do palácio por Napoleão, o general Pierre Daumesnil defendeu-o com perseverança durante a ocupação de Paris pelas tropas russas e prussianas, em 1815. Estes últimos, que queriam tomar conta do arsenal do palácio, bateram-se contra a intransigência do general, que disse preferir perder a única perna que tinha a render a fortaleza. Com menos de 200 homens, este resiste, apesar das pressões e das tentativas de corrupção, no centro do forte, durante mais de cinco meses. Acaba por capitular sobre a ordem de Luís XVIII e por sair da fortaleza com a bandeira tricolor.

 

A 15 de Outubro de 1917, foi a vez de Mata Hari ser fuzilada por espionagem nos fossos da fortaleza de Vincennes.

 

Foi usado pelas forças alemãs durante a ocupação de Paris. No dia 20 de Agosto de 1944 houve 30 fuzilamentos pelas forças nazis, como documenta um memorial no local. Como curiosidade o nome de uma das vítimas ser André de Freitas, de 17 anos estudante. Tentei pesquisar mais informação sobre quem teria sido este nosso suposto conterrâneo sem conseguir mais nenhuma informação.

 

Assim e depois deste resumo de curiosidades apenas posso afirmar que descobrir o castelo de Vincennes é uma experiencia marcante que aconselho, que vale bem a pequena deslocação a quem visita a cidade de Paris.

publicado por blackcrowes às 17:08

Junho 06 2014

 

 

 

Vista das muralhas para o casario de Portel

 

 

 

O Castelo de Portel foi construído nos fins do século XIII por D. João Peres de Aboim, nobre muito próximo do Rei D. Afonso III, quem serviu-lhe incluso como mordomo-mor e também desempenho o cargo de governador de Algarve, região localizada na zona meridional de Portugal.

Logo da morte do letrado Aboim, o Castelo de Portel passou a ser controlado por Fernão Gonçalves de Souza, Alcaide de Portel e partidário de Castela.

A edificação foi recuperada para a Coroa Portuguesa no ano de 1384 pelo Condestável D. Nuno Álvares Pereira, passando a pertencer pelos direitos de sucessão ao domínio da Casa de Bragança.

A estrutura do Castelo de Portel foi remodelada no século XVI, com as obras ordenadas por D. Jaime, a cargo do arquiteto Francisco de Arruda, para logo ser utilizada pelos Duques como Paço Real.

Os trabalhos de remodelação contemplaram a construção da Igreja de São Vicente, quartéis militares, cavalariças e uma cisterna, assim como o sistema de canalização.

De estilo gótico, sua forma heptagonal composta por torres cilíndricas nos ângulos e com a porta protegida por uma torre de menagem, ou torre principal de figura quadrangular.

Esta torre protege o portão de entrada, ao norte.

O Castelo de Portel possui mais quatro portões de acesso, dentre os que sobressaem o portão do Sul, denominado a Porta de Beja, ligando esta entrada com o anterior, através de um eixo viário. Outras portas conhecidas são a Porta do Relógio e a Porta de Outeiro.

O Castelo de Portel e sua organização estrutural resultaram ser uma inovação para a arquitetura militar portuguesa da época, estrutura que apresenta uma forte inspiração do Castelo de Angers na França. A defesa do castelo foi posteriormente complementada com a construção das muralhas da vila, das que na época atual não se conserva nada, mas também com o levantamento de uma fortificação encarregada de proteger o acesso ao castelo, barbacã da que ainda são conservados alguns troços, nas zonas sul, norte e poente.

Durante os séculos posteriores, o Castelo de Portel perdeu sua função de defesa e foi afastado das linhas de fronteira e de acesso à região, sendo progressivamente abandonado até seu desmoronamento quase total, como testemunham a queda de um torreão cilíndrico no Paço e o desmoronamento de parte da muralha anexa à torre de menagem.

Por seu notável interesse histórico e arqueológico, o Castelo de Portel, sob a propriedade da Fundação Casa de Bragança, o dia 23 de junho de 1910, a edificação foi classificada como Monumento Nacional, mas ainda assim, continuou apresentando sinais claras de degradação, onde se podem encontrar vestígios de outras edificações que formavam parte do Castelo de Portel, como a Capela de São Vicente e os paços ducais, atualmente em ruínas.

 

– Texto retirado do excelente site  http://www.historiadeportugal.info/castelo-de-portel/

publicado por blackcrowes às 13:55
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"O fim de uma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite. É preciso recomeçar a viagem. Sempre." - Saramago
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