Outubro 26 2010

 

 

 

 

 

 

 

 

A partir do reinado de D. Afonso V, em meados do século XV, a Ribeira das Naus tornou-se um centro privilegiado de construção naval. Tal a sua importância que, após o terramoto de 1755, optou-se por reconstruir o complexo no mesmo local. Desta forma, sob o plano do arquitecto Eugénio dos Santos, nascia o Arsenal da Marinha, cuja imponente fachada marca ainda hoje a paisagem de Lisboa. À época, o complexo contava com duas carreiras de construção naval em cantaria.

Ao longo da sua história, foram feitas importantes alterações e melhoramentos. A construção da doca seca, no último quartel do século XVIII, revelou-se de grande utilidade para a época.

No andar nobre do edifício, com frente para a rua do Arsenal e Largo do Município, foi instalada a partir de 1845 a Escola Naval. Concentravam-se aqui arquivos, uma biblioteca, um observatório da Marinha e um museu, para além das salas de aulas.

No entanto, já no final do século XIX, o complexo industrial tornou-se acanhado para as exigências da época. Sem capacidade para reparar ou construir navios que não fossem de madeira, tentou-se levar a cabo a adaptação do edifício a novas tecnologias.

Contudo, já se discutia nos círculos de poder, a mudança do Arsenal para a margem sul do Tejo, em local mais amplo. Tal seria concretizado com o início de construção do novo Arsenal do Alfeite, em 1917, cujas obras decorreram até 1932 por conta das reparações de guerra alemãs. (Informação retirada do site do Museu da Marinha)

 

Recentemente visitei este local emblemático da história da cidade de Lisboa, para ver uma exposição sobre a Marinha e a República, altura em que tirei estas fotos. Para além de vistas gerais, onde numa delas é bem visível a antiga doca seca, as restantes são pormenores; uma de uma fonte e outra de uma capela existente no local.

publicado por blackcrowes às 14:57
Tags:

"O fim de uma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite. É preciso recomeçar a viagem. Sempre." - Saramago
mais sobre mim
Outubro 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
13
14
16

17
18
20
21
23

24
25
27
28
30

31


pesquisar
 
Visitas desde Fevereiro 2011
free counters
blogs SAPO