Janeiro 11 2011

 

 

 

 

 

 

Originalmente o terreno onde hoje está situado o Jardim do Príncipe Real, era no séc. XVII, o local de eleição para construir um palácio para o filho do Marques de Alegrete, contudo depois do seu abandono e ruína, ficou conhecido como a lixeira do Bairro Alto.

Seguidamente e após a compra dos terrenos pela Companhia de Jesus foi neles construído o colégio das Missões, que veio a ficar destruído com o terramoto de 1755.

Numa série de sucessivas utilizações aqui foi construída a nova Sé Patriarcal, que no seguimento de um incêndio veio também a desaparecer.

Em 1830 a Câmara compra o espaço e construiu-se um jardim romântico, tendo em 1863 ficado concluída a construção do reservatório de água no seu centro.

Entre os seus ex-líbris podemos salientar entre outras belas espécies arbóreas o seu enorme Cedro do Buçaco, com 20 metros de diâmetro, bem como o bonito lago octogonal com repuxo.

Possui um parque infantil assim como o apoio de esplanadas, pelo que é um dos locais mais aprazíveis da cidade, com diferentes nuances conforme a estação do ano.

 

 

 

Localizado no subsolo do jardim do Príncipe Real, em Lisboa, o Reservatório da Patriarcal foi projectado em 1856 pelo francês Mary, engenheiro inspector do departamento do Sena. Construído entre 1860 e 1864, com uma cota de 67 metros, tornou-se, então o mais importante na rede de distribuição de água da zona baixa da cidade.

Esta cisterna em alvenaria e de forma octogonal tem uma capacidade de 880m3. Sobre os seus 31 pilares com 9 metros de altura assentam diversos arcos em cantaria que sustentam as abóbadas.

Sobre as abóbadas, no exterior, assenta um lago com repuxo, com quatro tubos no fundo que se prolongam até à superfície da água e que funcionavam como escoadouros. - Dados retirados do folheto informativo do museu da EPAL 

 

publicado por blackcrowes às 15:41
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Pois desconhecia a existência do Reservatório sob o Príncipe Real, fico fascinada por saber! Penso que muita pouca gente terá esse conhecimento. Muito agradecida pelo texto.
jaqueline pereira a 15 de Setembro de 2012 às 20:26

"O fim de uma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite. É preciso recomeçar a viagem. Sempre." - Saramago
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