Fevereiro 10 2011

 

 

 

 

 

 

  

 

Por vezes passamos junto a locais que admiramos mas que nunca se proporciona conhece-los, o Palácio Foz, nos Restauradores em Lisboa é um caso paradigmático desta situação.

Por fora a sua fachada é fantástica mas nada me preparava para o admirável tesouro que é o seu interior, entre escadarias, salões e caves secretas é tal a quantidade de pormenores belíssimos que vou dividir em diversas vezes o que tenho para colocar aqui.

Saliento que as visitas ao palácio são gratuitas e excelentemente guiadas.

 

Início esta visita fotográfica com as minhas imagens da - Escadaria - do princípio do século XX é considerada uma das mais belas das existentes nos palácios portugueses. Em mármore branco, possui três lances com guarda de bronze fosco e dourado e aço polido, chumbados em mármores cinzentos, com o brasão dos Marqueses da Foz foi feito em Paris.

 

O texto que se segue é retirado do primeiro guia de Portugal de 1924 e reporta à situação do palácio na época.

"Na face oeste da Praça dos Restauradores, o chamado Palácio Foz, soberba edificação de grande nobreza de estilo que foi dos marqueses de Castelo Melhor, começado a construir em 1755 sobre o risco do arquitecto italiano Fabri e adquirido em 1889 pelo marquês da Foz.

Interiormente o palácio, que este restaurou confiando a sua decoração aos melhores artistas do tempo era o mais luxuoso de Lisboa. Sucediam-se as salas magnificamente decoradas, como a das Perdizes, as de Luis XV e XVI, e a biblioteca, cujos tectos em carvalho, pertencera à Sala dos Reis do convento dos Jerónimos. Do tempo dos Castelo melhor conservava ainda a ermida da Sr.ª da Pureza, uma das mais ricas de Lisboa. A riqueza em quadros, esculturas, lambris de azulejos, lustres, mobiliário, fogões artísticos de mármore e bronze da casa de Fourdinois, e até peças autenticas dos Germain, faziam desta casa um repositório de arte e uma mansão de vida luxuosa e requintada como nunca mais houve em Lisboa. Hoje, porém, o palácio Foz não é mais que a memória, embora brilhante, do que foi. Vendidas em 1901 pelo marquês as preciosas colecções de arte que lhe compunham o recheio, derrubada a capela, no ano seguinte, para alargamento da residência, indo a imagem da Sr.ª da Pureza para a Igreja de S. Lourenço e as colunas e balaustradas de mármore para o Museu de Artilharia, vendido o próprio edifício em 1908…restam hoje, de tanta riqueza e bom gosto, o átrio com pinturas de Manini, a sumptuosa escadaria de mármore, onde se admira uma bela grade de bronze e ferro forjado que ao tempo importou em 42 contos, e enfim a delicada decoração de algumas salas, imitadas das de Queluz, com tectos e sobreportas de Columbano e outros, e admirável obras de carpintaria e de talha do entalhador Leandro Braga."

publicado por blackcrowes às 14:33
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È para agradecer ao meu amigo, pela possibilidade de ver está beleza.
Uma pérola escondida nesta Lisboa tão bela.
Conceição Liberato
Anónimo a 10 de Fevereiro de 2011 às 15:45

Lindas. Obrigado pelo momento.
ciloca a 13 de Fevereiro de 2011 às 22:21

Já passei à porta dezenas de vezes mas nunca entrei. Nem fazia também ideia dos tesouros que por lá se escondem. Obrigado pela reportagem, farei a minha visita em breve :)
João Freitas Farinha a 27 de Novembro de 2011 às 10:48

"O fim de uma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite. É preciso recomeçar a viagem. Sempre." - Saramago
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