Abril 23 2012

 

 

 

 

 

 

 

 No cimo do forte a amarelo a casa do Governador

 

Vista do Forte da Graça para Elvas

 

“O Forte da Graça, delineado pelo conde de Lippe em 1762, foi construído entre 1763-92 sob a direcção do engenheiro francês Etienne e do general Valleré, elevando-se as despesas da construção a 767 contos.

O forte é constituído por um quadrado de 150 metros de lado, tendo no centro um reduto circular com três ordens de baterias em casamatas. O forte declive das esplanadas, a grande altura da muralha do revestimento da escarpa e contra-escarpa, as galerias seteiradas concorrem para preservar o forte de qualquer ataque imprevisto.

Do terraço (388 metros de altura), magnifico panorama, cheio de austeridade e de grandeza. A Este divisa-se a serra de Albuquerque, as estradas para Portalegre, Campo Maior e Badajoz, assim como estas duas povoações e mais para a esquerda a serra de S. Mamede. Ao Sul a serra de Olivença, a estrada que leva a esta vila, que no horizonte se vê branquejar, o Guadiana, a casaria de Elvas, a serra da Falcata, Monsaraz, e mais próximos os arcos do Aqueduto, o padrão das linhas de Elvas e a ermida de Santo Amaro. A Oeste finalmente Barbacena e Monforte, e a serra da Malafa, onde os franceses colocaram as suas peças para bater Elvas e o forte da Graça. Os campos muito cultivados desse lado, com terras dum vermelho vivo, são cobertos de olivedos e de searas.” No primeiro guia de Portugal de 1924 – edições Gulbenkian.

 

Visitar esta obra-prima da arquitectura militar é algo marcante. Para além da imponência esmagadora da sua construção, que denota força e resistência como de qualquer sistema defensivo que se preze, a sua harmonia e beleza de linhas é por outro lado inesquecível.

Pena o estado de abandono em que se encontra este monumento único e que aparenta poder ter tantas valências se restaurado…visitem-no, está apenas a um quilometro a Norte de Elvas

publicado por blackcrowes às 17:32
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"O fim de uma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite. É preciso recomeçar a viagem. Sempre." - Saramago
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