Maio 02 2013

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Começando o nosso “ Caminho Português” abandonámos Valença e entrámos em Espanha pela Ponte Internacional sobre o Rio Minho, inaugurada em Março de 1886 e influenciada pelos desenhos de Gustave Eiffel. A passarela lateral é um excelente miradouro das cidades de Tui e de Valença, no fim do tabuleiro uma marca no solo lembrou-nos que estávamos a fazer a via romana XIX, que acompanha o caminho até Santiago.

 

Passámos por caminhos entre vivendas e vemos à direita lá no alto a catedral de Tui, até onde subimos entre velhas ruelas medievais, a catedral de Stª Maria de 1225 tem aspecto acastelado e é uma mistura de românico e gótico, com um magnífico portal, recheado de figuras e representações de cenas bíblicas. Seguimos em frente passando perto de diversas igrejas e casas centenárias até sairmos da cidade.

 

Entrámos na natureza acompanhando uma levada de água passeámos entre campos trabalhados até chegarmos à Ponte da Veiga sobre o Rio Louro. É de origem medieval e tem ao lado um curioso monumento moderno representativo do peregrino.

 

Depois de passarmos por zona de bosque e pela Capela da Virgem do Caminho, alguns quilómetros de asfalto até entrarmos de novo na natureza, no trilho de floresta mais bonito desta jornada, e chegámos à Ponte das Febres sobre a ribeira de San Simon. Possui este nome por ter sido aqui que faleceu San Telmo em 1251, de febres quando regressava a Tui vindo de peregrinar a Compostela.

 

Seguimos por um luxuriante cenário entre o marulhar da água e o chilrear dos pássaros, até Magdalena que atravessámos, seguindo por uma outra ponte de grandes lajes sobre o Rio Louro. Estas últimas zonas retemperaram-nos as forças e o espirito para o que se seguia, a pior zona de todo o caminho português, o polígono industrial do Porriño, uma recta de quase 4 quilómetros de fábricas e empresas com camiões em constante movimento. Depois de passarmos sobre a linha do comboio nova recta infindável até entrarmos finalmente dentro da cidade do Porriño, ai saliento o edifício do Ayutamento, do arquitecto desta terra, Antonio Palacios, bem como as ruas que rodeiam a praça onde ele se encontra.

 

Altura de nos dirigirmos ao albergue da terra, onde passámos a nossa primeira noite de viagem, a opção por pararmos ao fim de 18,5km deveu-se ao facto de termos começado a viagem de Lisboa para Valença muito cedo e de o próximo albergue (Mos) ter uma lotação pequena que não nos garantia com segurança camas para todo o nosso grupo. Com o risco de a ser assim termos de continuar viagem.

publicado por blackcrowes às 17:01

bela descricao da nossa peregrinacao e como este foi so o inicio e de chorar por mais
a espera dos outros dias abracos
joca dos bosques a 2 de Maio de 2013 às 17:18

Sem duvida. Foram dias cansativos mas para nunca mais esquecer. Que o diga o devoto do São Gregório
Filipe o genro do pior a 2 de Maio de 2013 às 17:29

Devoto do São Gregório... Tu matas-me!!!
Pedro El Barrigon a 10 de Maio de 2013 às 02:04

"O fim de uma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite. É preciso recomeçar a viagem. Sempre." - Saramago
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