Janeiro 02 2014

 

 

 

 

 

 

 

 

Alfama
(Ary dos Santos/Alain Oulman)
 
Quando Lisboa anoitece

como um veleiro sem velas

Alfama toda parece

Uma casa sem janelas

Aonde o povo arrefece
 
É numa água-furtada

No espaço roubado à mágoa

Que Alfama fica fechada

Em quatro paredes de água

Quatro paredes de pranto
 
Quatro muros de ansiedade

Que à noite fazem o canto

Que se acende na cidade

Fechada em seu desencanto

Alfama cheira a saudade
 
Alfama não cheira a fado

Cheira a povo, a solidão,

Cheira a silêncio magoado

Sabe a tristeza com pão

Alfama não cheira a fado

Mas não tem outra canção
publicado por blackcrowes às 15:32
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"O fim de uma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite. É preciso recomeçar a viagem. Sempre." - Saramago
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