Março 06 2014

 

 

 

 

 

 

"O Santuário de peregrinação de Nossa Senhora d'Aires, nos arredores de Viana do Alentejo destaca-se na paisagem, ao dominar uma formosa planície, constante de alegres e férteis terras cultivadas, e que pela sua salubridade e amenidade se lhe deu, em tempos remotíssimos, o nome de Era, que significa Ar (Pinho Leal, vol.X, 1873/1890), Artisticamente, deve ser considerado um dos conjuntos do barroco alentejano, do século XVIII, mais interessante e de maior visibilidade.
Local de profunda fé e de peregrinações oriundas de todo o Alentejo, atestadas documentalmente, apresenta, para além do santuário, com as suas dependências anexas, a fonte de Nossa Senhora d'Aires, situada no Terreiro dos Peregrinos e ainda casas de romeiros. O actual santuário, da autoria do Padre arquitecto João Baptista, com obras documentadas entre 1743/1760 substituiu o primitivo, que urgia ampliar e modernizar, por necessidades de culto e de grande afluência de peregrinos; este conjunto, interessantíssimo em termos de história da arte, manifesta ecos mafrenses, na sua estrutura de muros ondulantes, torres rematadas por cúpulas bolbosas e um zimbório octogonal, de grande efeito cenográfico. O templo apresenta uma fachada, onde, como já referimos, a influência do palácio convento de Mafra é manifestamente visível, quer ao nível do nartex, quer das torres sineiras que o ladeiam. Muito interessante é o recorte do frontão e as janelas abertas ao nível do primeiro piso, que lhe dão um certo sabor de arquitectura civil. Toda a zona superior do edifício é coroada por balaustrada, pontuada por pináculos. Destaque-se ainda os contrastes cromáticos que animam o exterior do templo.
Interiormente, todo este santuário é animado por decoração, em grande parte de campanhas já do século XIX, constituída por estuques coloridos, azulejaria, mármores e talha dourada, que proporciona um conjunto rocaille de aspecto muito festivo. Pela sua imponência e aparato, o elemento que mais se destaca é o enorme baldaquino, de talha dourada, que alberga uma maquineta envidraçada resguardando a imagem de Nossa Senhora d'Aires (Virgem da Piedade), em pedra de ançã, policromada, do século XV. Ana Maria Borges, DRCA, 2009"

 

Retirado do site do IGESPAR - http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/11942233/

publicado por blackcrowes às 14:29

"O fim de uma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite. É preciso recomeçar a viagem. Sempre." - Saramago
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