Julho 29 2016

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 O "Criar mudança através da Arte Urbana", iniciativa das associações Boutique da Cultura e Crescer a Cores, foi um dos vencedores do programa BIP-ZIP (Bairros de Intervenção Prioritária - Zonas de Intervenção Prioritária) da Câmara Municipal de Lisboa na edição 2015-2016.

Esta iniciativa está a mudar este bairro de Lisboa e estima vir a ter muitas dezenas de murais completos.

 

 

 

 

 

 

 

publicado por blackcrowes às 15:22
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Dezembro 14 2015

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publicado por blackcrowes às 16:52
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Novembro 25 2014

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Localizada no extremo norte do concelho de Lisboa, Carnide é uma das maiores freguesias da cidade, em extensão e em população. Apesar de ser uma das mais antigas, só foi integrada no perímetro urbano em 1885.

Tradicionalmente rural, foi envolvida, nos últimos anos, no próprio processo de crescimento urbano da capital, de uma forma acelerada e nem sempre uniforme e correctamente programada. É, por isso, uma freguesia de contrastes – entre o velho e o novo, o antigo e o moderno, o urbano e o rural. É também um território marcado por diversidades e singularidades, com pequenas «ilhas» dispersas e desarticuladas funcional e urbanisticamente.

Marcada por sucessivas sedimentações históricas e culturais, a freguesia de Carnide tem um perfil próprio identificado no seu património e nas vivências sociais que interessa preservar e valorizar, na medida em que eles podem estruturar e referenciar a própria dimensão da imagem urbana e da vida contemporânea.

 

O povoamento de toda a vasta zona a norte do termo de Lisboa até Odivelas data de épocas recuadas, anteriores à romanização. Para além de vestígios de uma ocupação dispersa durante o neolítico, formaram-se alguns povoados de pequena dimensão, e que rapidamente foram absorvidos pela cultura e economia romanas.

 

Foi a partir do séc. I que se organizou sistematicamente o território, com explorações agrícolas sob a forma de vilas rústicas. Algumas eram grandes propriedades com casa senhorial e todo um conjunto de equipamento agrícolas necessários, desde os estábulos aos lagares.

 

Durante o domínio muçulmano, entre os séculos VIII e XII, intensificou-se a ocupação com a consolidação de pequenos casais e o desenvolvimento das hortas e pomares. A região era considerada o celeiro de Lisboa e daqui seguiam os produtos agrícolas que regularmente abasteciam a cidade. À data da conquista de Lisboa, era já significativo o número de moradores locais aos quais se juntaram muitos mouros que foram expulsos da cidade ou a abandonaram por vontade própria. Cristãos e muçulmanos acabaram por se fundir em pouco tempo, eliminando diferenças religiosas e culturais.

No século XIII procedeu-se à organização religiosa e administrativa, com a formação de uma vasta paróquia rural, por volta de 1279. Foi também nesta época que se fixou, definitivamente, a identificação toponímica. O nome de Carnide é, certamente, mais antigo (celta, latino, ou muçulmano), mas passou a generalizar-se apenas durante a idade média, ligado à unidade paroquial. Num documento de partilhas datado de 1308, e em muitas doações medievais, a figura a expressão «sítio de Carnide» e o topónimo «Carnedi» ou «Carnyde» aplicados à área da paróquia que englobava também a Pontinha e o Casal Falcão e se estendia até aos limites de Odivelas. O século XIV corresponde ao período de consolidação e expansão dos velhos aglomerados populacionais e à construção da Igreja de São Lourenço, a partir de 1342, em local ermo, aproximadamente no centro geográfico de um vasto território, de modo a permitir a afluência dos paroquianos. Ao mesmo tempo, os caminhos rurais e vicinais, já definidos desde a Alta Idade Média, consolidaram-se. Pode dizer-se que a localização da igreja paroquial, que depois de outras invocações acabou por se estabelecer com a Igreja de São Lourenço, se localizou em função desta primitiva estrutura viária e da facilidade de acessos directos. A estrada da Pontinha era o principal eixo, a par da estrada da Correia que se veio a consolidar posteriormente. Foi no adro da igreja que se realizou durante muitos anos a feira. Para além dos pequenos proprietários e rendeiros locais, eram donatários de muitas propriedades de Carnide os reis e a Ordem de Cister.

Documentos dos séculos XIII e XIV referem a existência de uma Ermida do Espírito Santo que tinha anexa uma pequena gafaria. O culto do espírito santo, difundido durante o século XIII, perdurou na região, até ser completamente absorvido pelo novo culto da Senhora da Luz, no século XVI, depois da reorganização da Igreja no âmbito do Concílio de Trento. É, pois, remota a origem de fenómenos de romarias e peregrinações que atraíam ao local população dispersa pela paróquia e muitos forasteiros vindos de longe. Os marítimos (pescadores e navegadores) eram devotos do Espírito Santo e, em 1437, deram início à procissão anual do Sírio do Cabo à pequena ermida local.

Datam do século XIII as notícias referentes a uma fonte, cujas águas tinham propriedades curativas. Era conhecida por Fonte Machada ou Machado, designação de origem antroponímica relacionada com os proprietários. A fonte localizava-se junto da principal estrada de atravessamento e, tal como a ermida, era um local de referência obrigatória. A própria gafaria estava relacionada com a fonte de mergulho e muitas das curas e tratamentos eram feitos com as próprias águas, consideradas benéficas para certas doenças da vista.

Para além dos tradicionais casais dispersos, o primeiro povoamento sistemático fez-se ao longo da estrada da Pontinha, entre a Fonte do Machado e a Igreja de São Lourenço. Havia também quintas reais e nobres, para onde se deslocavam os proprietários quando as grandes epidemias e fomes atingiam a capital. Os bons, fortes e saudáveis ares eram famosos e muitos fidalgos vieram para Carnide, a fim de recuperar das campanhas militares de conquista do Norte de África no reinado de D. Afonso V. O próprio rei, que em 1442 fez doações de terras no sitio de Carnide, aqui terá residido temporariamente, assim como D João II que enviou uma carta ao barão de Alvito datada de 24 de Março de 1462 e assinada em Carnide.

Em 1463, deu-se o início ao culto da nossa senhora da Luz e, no ano seguinte, começou a realizar-se a romaria no final do verão, em Setembro, no termo das colheitas agrícolas.

A ermida ficou a pertencer ao mosteiro cisterciense de Ceiça, até que, em 1467, passou a depender directamente da paróquia de São Lourenço, com todas as suas rendas. A irmandade que se constituiu para organizar a romaria anual e cuidar da ermida angariou muitas doações de terras, rendas e géneros. Alguns reis e nobres foram membros da irmandade, contribuindo para o seu enriquecimento e prestígio.

No século XVI, fizeram-se obras de melhoramento da ermida e da fonte. Datam da época os elementos manuelinos que se encontram ainda hoje encravados no corpo sul da Igreja Luz.

Retirado do site da J.F. Carnide

 

 

 

 

publicado por blackcrowes às 16:39
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Janeiro 02 2014

 

 

 

 

 

 

 

 

Alfama
(Ary dos Santos/Alain Oulman)
 
Quando Lisboa anoitece

como um veleiro sem velas

Alfama toda parece

Uma casa sem janelas

Aonde o povo arrefece
 
É numa água-furtada

No espaço roubado à mágoa

Que Alfama fica fechada

Em quatro paredes de água

Quatro paredes de pranto
 
Quatro muros de ansiedade

Que à noite fazem o canto

Que se acende na cidade

Fechada em seu desencanto

Alfama cheira a saudade
 
Alfama não cheira a fado

Cheira a povo, a solidão,

Cheira a silêncio magoado

Sabe a tristeza com pão

Alfama não cheira a fado

Mas não tem outra canção
publicado por blackcrowes às 15:32
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Dezembro 02 2013

 

 

 

 

 

 

 

 

"A Tapada da Ajuda insere-se num território conhecido, pelo menos des­de o tempo da ocupação romana, pela sua riqueza agrícola e pelo bom clima. Os solos, predominantemente de origem calcária e basáltica, al­bergam pequenos bosques de grandes zambujeiros, frequentemente com alfarrobeiras, constituindo a vegetação climácica da zona de Lisboa nas encostas viradas ao Tejo. Plantas como madressilvas, abrunheiros, folha­do, gilbardeira, pilriteiro e pascoínhas, são próprias do zambujal climácico e podem hoje ser observadas em comunhão forçada com as exóticas aqui plantadas desde a fundação do ISA (Instituto Superior de Agronomia).

Os 100 hectares hoje conhecidos por Tapada da Ajuda foram durante a Di­nastia Filipina utilizados pelo rei e sua corte como parque de caça. Em 1645 D. João IV decreta por escritura a criação de uma tapada devidamente murada na qual se cria gado e caça e de onde se aproveita o mato e a lenha, sendo-lhe atribuído formalmente o nome de Tapada Real de Alcântara. Este tornou-se num local de eleição para estadias da família Real durante os tempos de re­creio e descanso. Com a mudança da residência dos reis para o Alto da Ajuda, a Tapada Real de Alcântara passou a denominar-se Tapada Real da Ajuda.

Ao longo dos tempos foram sendo outras as funções da Tapada da Ajuda, designadamente como espaço pedagógico, de ensino e recreio. A partir do século XIX foi aberta ao público, possibilitando visitas a exposições agrícolas e facultando um local de passeio. Em 1910, com a implantação da República, este espaço passa a dedicar-se ao ensino da agricultura e silvicultura denominando-se Instituto Superior de Agronomia.

A Tapada da Ajuda constitui um exemplar único, no conjunto dos espaços verdes da cidade, sendo inquestionável o seu valor histórico, florestal e am­biental, o que conduziu ao seu reconhecimento como imóvel de interesse pú­blico (conjunto intramuros) encontrando-se sob um regime de protecção." 

“A Tapada estará aberta ao público permanentemente, servindo para pas­seio, para instrução dos agricultores ou de quaisquer outros visitantes, bem como para a lição de coisas, às crianças e alunos de todas as escolas”.

Governo Provisório da República Portuguesa, 12 de Dezembro de 1910

Retirado do site do Instituto Superior de Agronomia - http://www.isa.utl.pt/visitantes/tapada-da-ajuda onde podem retirar um ficheiro em pdf com o roteiro da tapada.

 

Para além de acima descrito vale a pena descobrir:

 

- O lindíssimo Pavilhão de Exposições de 1884.

 

- O auditório de pedra com capacidade para 3000 pessoas enquadrado na natureza com a sua fantástica acústica.

 

- O banco onde o general Junot descansava a caminho do palácio da Ajuda enquanto via o pôr-do-sol.

 

- O Chalet da Rainha D. Amélia.

 

- O Miradouro com vista sobre Lisboa o estuário do Tejo e a foz.

 

- O único lugar de Lisboa onde se faz a vindima.

 

- O Observatório Astronómico de Lisboa, de 1850, com planta em forma de cruz com as quatro pontas rigorosamente orientadas para os pontos cardeais.

 

- O Jardim da Rainha, com espécies únicas, e bancos cobertos de azulejos com episódios históricos.

 

…partam à descoberta deste património singular e magnifico.

publicado por blackcrowes às 16:37
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Julho 03 2013

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quem vindo do Largo do Caldas e desce a Rua da Madalena passando por baixo do arco existente a meio da mesma, descobre as pitorescas Escadinhas de São Cristovão. Um dos mais castiços cantos de Lisboa possui um mural fantástico criado por um grupo de artistas em Fevereiro de 2012. Esta magnifica pintura cheia de humor, simboliza o fado, o bairro e os seus moradores e visitantes.

publicado por blackcrowes às 16:00
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Março 21 2013

 

 

 

 

 

 

 

"Passando os imponentes portões de entrada, descobre-se um pequeno jardim debruçado sobre Lisboa. Logo no início abre-se uma praça rodeada de tílias com um lago central. E mais à frente, já à sombra de grandes plátanos e palmeiras, descobre-se a cidade. Do outro lado da Avenida da Liberdade, as colinas de São Pedro de Alcântara e Príncipe Real, e num recanto à esquerda espreita o Tejo." - Guia dos Parques Jardins e Geomonumentos de Lisboa, da CML

publicado por blackcrowes às 15:57
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Fevereiro 13 2013

 

 

 

 

 

 

 

 

O percurso pedestre da Rota da Água do Monsanto tem cerca de 7,5KM.

 

Acompanhando na maioria do trilho a vertente norte do parque Florestal do Monsanto, atravessa o Parque do Alto da Serafina, o Parque do Calhau, a Mata de São Domingos e o Parque da Pedra.

 

Tem ainda como pontos altos a parte que acompanha os respiradouros do aqueduto das Águas Livres, e a vista que tem sobre o mesmo e o Vale de Alcântara. Também a panorâmica do moinho do Parque do Calhau é fantástica, com o contraste entre o verde e a cidade que o circunda.

 

Em termos botânicos somos acompanhados por zona de montado no Parque do Calhau, com sobreiros, azinheiras e pinheiros mansos criando uma ambiência mediterrânica. Ciprestes do Bussaco junto ao aqueduto, as primeiras árvores a serem plantadas na arborização do Monsanto.    Novamente numa fase final já perto do Espaço Monsanto temos sobreiros, carvalhos e medronheiros.

 

Uma bela caminhada numa tarde soalheira e acompanhado por uma excelente companhia.

 

Recomendo vivamente que partam á descoberta do Monsanto…

publicado por blackcrowes às 12:04

Dezembro 06 2012

 

 

 

 

 

   A Ginkgo Biloba (Damasco Prateado em chinês) é uma árvore de origem chinesa, famosa por ter sobrevivido e despontado numa Hiroshima coberta de radiação nuclear.

   Atinge alturas entre os 20 a 35 metros, e a sua fruta é usada como intensificadora de memória.

   Nesta altura do ano quando perde as suas folhas amarela é de uma beleza magnifica, podemos encontrá-la em diversos locais de Lisboa.

 

publicado por blackcrowes às 11:23
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Novembro 08 2012

 

 

 

 

  Com uma vista belíssima para o Tejo, e atravessada desde 1892 pelo elevador que sobe da Rua de São Paulo até ao Largo do Calhariz, a Rua da Bica é uma marca na cidade de Lisboa, que vos convido a descobrir.

  A Bica é um dos bairros populares onde encontramos portas e janelas abertas, onde antigas colectividades deixam escapar o som do fado, onde podemos deambular olhando para antigos edifícios floridos e com roupa nos estendais.

 

publicado por blackcrowes às 10:20
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"O fim de uma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite. É preciso recomeçar a viagem. Sempre." - Saramago
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