Junho 15 2011

 

 

 

 

 

 

 

 

   Continuando com o Chalet da Condessa, aqui ficam palavras que descrevem maravilhosamente o jardim que rodeia o chalet:

   “Há que ver o Chalet da Condessa e que ver em roda: um soberbo caramanchão formado por um Junipero notável, alguns belos carvalhos americanos, abetos esguios, bordos que no Outono avermelham a folhagem, e, como pitoresco, aglomerado fronteiro de rochedos onde convém subir para mais um golpe de vista dominante. De aqui, em socalcos, até ao pequeno vale fértil da Feteira da Condessa, vários exemplares dispersos chamam a atenção. As árvores de porte majestoso da América do Norte, tão frequentes no Parque (influencia, por muito, da origem norte-americana da condessa d´Edla), surgem com insistência. Somos assim chegados ao Jardim dos Fetos, o mais delicado trecho de todo o parque. Na calculada meia sombra formada por copadas árvores, depara-se-nos a rara colecção dos altos fetos, coroados os negros caules pelas longas folhas divididas e recurvas, de cujo centro, na estação própria, irrompe vigorosa a rebentação circinada. Nos canteiros, tufos de begónias de folhagem multicolor, e faixas de um verde macio. É uma paisagem duma frescura e duma suavidade inexcedível. Deixa-se a custo o local, mas ainda poucos passos são andados, e logo fere a atenção um grupo de Cryptomerias japonesas, quase cilindros de folhagem branda, tingindo-se de vermelho na quadra do Outono. Em seguida, frente à Abegoaria, alguns elevados ciprestes do Buçaco, de um azul invulgar… uma harmonia a este conjunto, uma das mais belas e sugestivas coisas que olhos humanos possam contemplar.” - No Primeiro Guia de Portugal, edição de 1924 - Gulbenkian

publicado por blackcrowes às 13:56
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"O fim de uma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite. É preciso recomeçar a viagem. Sempre." - Saramago
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