Maio 29 2012

 

 

 

 

 

 

 

 

A Quinta do Pisão, situa-se a norte do Concelho de Cascais na Serra de Sintra, possui 450 hectares de àrea, inserido no Parque natural de Sintra Cascais.

Em tempos dedicada à actividade agro-silvo-pastoril, representa um património importante, tanto na organização estrutural da paisagem, compartimentação e uso racional, como na presença de ruínas de valor cultural e arquitectónico.

A intervenção humana neste território resultou no surgimento de novos habitats e nichos ecológicos, que são hoje importantes para a preservação da natureza. No entanto, a interrupção de práticas agrícolas, bem como a gestão da floresta, provocaram o declínio dos agro-sistemas e da biodiversidade associada.

Toda a Quinta do Pisão está aberta à visitação, potenciando o turismo de natureza e dinamizando actividades lúdico-pedagógicas, através de uma rede de trilhos de interpretação ecológica, percursos pedonais, cicláveis e equestres.

O projecto de recuperação do espaço inclui também a reabilitação do património arquitectónico associado ao Casal de Porto Côvo (século XVI), nomeadamente a capela e edifícios vizinhos, assim como todos os edifícios e equipamentos utilizados para dar apoio às actividades agrícolas (estábulos, eiras, fornos, poços, entre outros). Serão desenvolvidos núcleos museológicos que ajudarão a interpretar a presença do Homem no território e os seus usos, como os Fornos de Cal e as Azenhas. A Gruta de Porto Côvo será igualmente alvo de recuperação e apresentação museológica.

A Quinta do Pisão revela-se, assim, como uma grande oportunidade e uma mais-valia para a área metropolitana de Lisboa, visto que é o maior espaço natural acessível ao público inserido em área protegida, preparado para receber visitantes e com uma gestão única no que respeita à diversidade de habitats, de paisagem e de ecossistemas. – no site da C. M. Cascais - http://www.cm-cascais.pt/

 

Há alguns anos conheci este espaço através de um acampamento de escutista, mas na altura não me tinha apercebido de todas as suas potencialidades. É uma quinta enorme, cujo centro localizado num planalto, com uma vista fantástica para a Serra de Sintra para um lado e para a costa de Cascais para outro, com uma escala esmagadora, e que em tempos foi uma seara ao lado da qual está a maior eira que alguma vez vi.

Com diversos trilhos florestais e diversos prados que nesta altura do ano se apresentam floridos por cores primaveris (alvo de um futuro post nesta blog) recomendo a visita… a entrada principal faz-se junto á barragem do Rio da Mula na estrada da Lagoa Azul – Sintra

publicado por blackcrowes às 14:31

Março 27 2012

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tomei conhecimento deste bonito troço de ribeira, que perto de Asfamil toma o nome de Rio dos Veados, no fantástico blog - http://tudodenovoaocidente.blogs.sapo.pt/ , de Cortez Fernandes.

Em sequência desse facto e com a curiosidade dai decorrente, vim a descobrir mais um canto do concelho de Sintra.

Acompanhando sempre a ribeira que desde Rio de Mouro e passando entre grandes quintas e terrenos agrícolas, corre entre inalteradas paisagens seculares.

Partam à descoberta…

publicado por blackcrowes às 11:23

Junho 15 2011

 

 

 

 

 

 

 

 

   Continuando com o Chalet da Condessa, aqui ficam palavras que descrevem maravilhosamente o jardim que rodeia o chalet:

   “Há que ver o Chalet da Condessa e que ver em roda: um soberbo caramanchão formado por um Junipero notável, alguns belos carvalhos americanos, abetos esguios, bordos que no Outono avermelham a folhagem, e, como pitoresco, aglomerado fronteiro de rochedos onde convém subir para mais um golpe de vista dominante. De aqui, em socalcos, até ao pequeno vale fértil da Feteira da Condessa, vários exemplares dispersos chamam a atenção. As árvores de porte majestoso da América do Norte, tão frequentes no Parque (influencia, por muito, da origem norte-americana da condessa d´Edla), surgem com insistência. Somos assim chegados ao Jardim dos Fetos, o mais delicado trecho de todo o parque. Na calculada meia sombra formada por copadas árvores, depara-se-nos a rara colecção dos altos fetos, coroados os negros caules pelas longas folhas divididas e recurvas, de cujo centro, na estação própria, irrompe vigorosa a rebentação circinada. Nos canteiros, tufos de begónias de folhagem multicolor, e faixas de um verde macio. É uma paisagem duma frescura e duma suavidade inexcedível. Deixa-se a custo o local, mas ainda poucos passos são andados, e logo fere a atenção um grupo de Cryptomerias japonesas, quase cilindros de folhagem branda, tingindo-se de vermelho na quadra do Outono. Em seguida, frente à Abegoaria, alguns elevados ciprestes do Buçaco, de um azul invulgar… uma harmonia a este conjunto, uma das mais belas e sugestivas coisas que olhos humanos possam contemplar.” - No Primeiro Guia de Portugal, edição de 1924 - Gulbenkian

publicado por blackcrowes às 13:56
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Junho 06 2011

  

 

 

 

 

 

O Chalet da Condessa situado no Parque da Pena em Sintra, foi reaberto durante o mês de Maio, após uma reconstrução profunda e exemplar, que veio acabar com muitos anos de abandono e vandalismo.

 

Após um incêndio sofrido em 1999, apenas restaram algumas das paredes e parcos vestígios da decoração interior. Agora com apoios portugueses e noruegueses e depois da sua recuperação, podemos apreciar em todo o seu esplendor este chalet alpino romântico, mandado construir por D. Fernando II, para a sua segunda mulher a Condessa d´Edla, entre 1869 e 1875.

 

Também os jardins que o rodeiam valem só por si uma visita a este novo espaço de Sintra, mas ficam reservados para um próximo post.

 

publicado por blackcrowes às 15:59
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Abril 21 2011

 

 

 

 

O Túmulo dos Dois Irmãos localizado na zona do Ramalhão em Sintra é dos mais singulares e misteriosos monumentos desta vila. Segundo reza a lenda nele estariam sepultados dois irmãos, um deles movido por ciúmes teria matado o outro, suicidando-se em seguida.

Contudo no século XVIII foi aberto o túmulo e constataram que apenas existia um corpo, que se pensa ser o de D. Luis Coutinho, bispo de Viseu, mais tarde de Coimbra e depois de Lisboa, teria morrido em Sintra vítima de lepra no século XV.

Seja como for é uma pequena marca de Sintra…

publicado por blackcrowes às 11:55
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Março 29 2011

 

 

 

 

 

 

 

Talvez tenha sido pelo facto de estar nevoeiro e ter chovido recentemente, mas seguramente por estar acompanhado por uma criança, o que é um facto é que a Matinha de Queluz me pareceu um bosque encantado. A qualquer momento imaginei que sairiam fadas e duendes das pedras e árvores. Ao fim de tantos anos a passar no IC 19, ao lado desta floresta decidi-me a ir conhece-la, valeu a pena…

 

A Matinha de Queluz, com 21 hectares, está localizada numa zona sujeita a influências atlântica e mediterrânea, facto que condicionou a sua vegetação, maioritariamente de carvalhos, azinheiras e sobreiros. Existem ainda, pensa-se que plantadas posteriormente, alfarrobeiras, olaias e freixos.

Esta zona tornou-se propriedade da Casa Real após 1640, fazia parte dos jardins do Palácio de Queluz, nela entre outras actividades, realizavam-se espectáculos de teatro ao ar livre ou de tauromaquia.

publicado por blackcrowes às 15:08
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Março 15 2011

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dizia Filipe I “Nos meus reinos possuo o convento mais rico e o mais pobre da terra, o Escurial (Espanha) e os Capuchos”, mesmo há distância de cinco séculos julgo poder modestamente e na minha opinião, pôr em causa este pensamento do monarca. Os Capuchos são das maiores riquezas que alguém pode encontrar no mundo, pelo menos nos pensamentos através da interiorização de valores que nos causa.

Para tornar mais fácil entender ao que me refiro, ficam as próximas palavras, retiradas do primeiro guia de Portugal de 1924 (edições Gulbenkian).

 

Convento dos Capuchos, fundado em 1560 por D. Álvaro de Castro, por disposição testamentária de seu pai, o vice-rei D. João de Castro, que ambicionava, como lhe dizia numa carta o infante D. Luis, “encher estes picos da serra de Sintra de ermidas e de suas vitorias”., o convento dos Capuchos (também chamado de Santa Cruz ou da Cortiça) é uma coisa ao mesmo tempo cheia de humildade e de grandeza – desterro para poetas e construído por poetas. Fica ao cabo do mundo, suspenso entre a abobada do céu e a planície ilimitada. Descobre-se ali tudo quanto há de grande – o céu, a terra, o mar, sem deixar de ser recolhido e íntimo.

Duas grandes fragas encostadas uma à outra formam-lhe a entrada. Toca-se a sineta, abre-se a cancela rústica e dá-se de cara com a cruz. Alguns degraus de pedra e entra-se no terreiro encantado. À direita há um banco, à esquerda uma fonte que escorre sobre uma taça entre dois resguardos de pedra com restos de azulejos e dois bancos cobertos de musgo. Silêncio, arvores desgrenhadas, ao fundo um telheiro que é o adrozinho do convento. Isto a bem de dizer é muito pouco, mas não há dinheiro no mundo que seja capaz de nos dar esta solidão tão recolhida onde estremecem fios de sol, este fio de água que sai de um velho tronco duas vezes centenário, onde estão aninhados o nicho e a fonte. Lá para cima fica a ramaria, o monte, os grandes rochedos decorativos. Suba-se ao adro revestido de cortiça. Uma senhora dorme encantada entre conchas e azulejos que revestem ingenuamente a moldura de pedra e a pouco e pouco vão caindo. Duas portas laterais, uma para a capelinha do Senhor dos Passos e outra para a Igreja, forrada de azulejos e com um frontal de mosaico, e cuja abobada é um grande rochedo. Duas rochas formam arcos, aproveitaram-nas para ai abrir a sacristia. Todo o convento foi aberto no monte, casado com o monte e está unido ao monte. Os degraus são escavados na pedra, os tectos revestidos de cortiça.

Sobe-se no coração da rocha para o corredor onde estão as celas minúsculas como túmulos, as portas são buracos, por onde se entra de gatas. Lá dentro uma janelinha de palmo. Sufoca-se. Aqui está o refeitório, onde uma grande lasca de pedra rugosa serve de mesa, a cozinha o quarto do prior um pouco mais amplo. Outras escadinhas, e vai-se dar ao quarto dos doentes, à casa do capítulo com um banco de cortiça em roda, tudo tão frio, tão fora do mundo que habitamos que se sai com alegria para o segundo terreiro, onde os cedros, os sobreiros, os buxos enormes rodeiam outra taça de água.

 À esquerda grandes blocos de pedra sobem pelo monte acima, entre a vegetação rústica, à direita a nota utilitária duma pequena horta cultivada e o esplêndido panorama da planície e do mar. è de aqui que melhor se apanha o aglomerado de casinhas que formam o convento, tão bem fundido com as arvores e o monte que parecem naturalmente ter ali nascido e crescido, tudo coberto de velho musgo, tudo penetrado de silêncio, tudo num abandono um pouco triste, mas cheio de harmonia e de mistério.

Velhos castanheiros derrubados sobre o caminho teimam em viver, outros erguem a copa para o céu. A vereda serpenteia e lava-nos a buracos cheios de sombra, ou a pontos onde se descobre horizontes ilimitados. Uma escadaria cravada na rocha conduz-nos ao alto do monte, donde se avistam as lombadas da serra eriçada de rochedos, a várzea, a planície e o mar escumante. No cimo do mais alto rochedo, dominando, uma cruz solitária.

No primeiro guia de Portugal de 1924 - volume "Lisboa e arredores"

publicado por blackcrowes às 13:54
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Fevereiro 28 2011

 

 

 

 

 

A Barragem Romana de Belas (construída no século III), localizada na ribeira de Carenque, tinha 50 metros de comprimento, 7 de largura e uma altura máxima 8 metros, com capacidade de 125.000 metros cúbicos de água, alimentava o Aqueduto Romano da Amadora que, se diz, abastecia a cidade de Lisboa.

 

A sua localização deve-se ao facto de esta região ser riquíssima em água possuindo muitas nascentes.

 

Esta barragem com um paredão e contrafortes em argamassa, denota a preocupação dos romanos com a qualidade de vida da população das suas cidades, infelizmente a construção de um novo aqueduto no século XVIII e de uma estrada posteriormente, vieram destruir e soterrar parte da mesma.

 

Este meu “post” é o primeiro de dois, que quero dedicar à importância secular da água para a cidade de Lisboa, o próximo salienta os monumentos que se encontram espalhados pela cidade que marcam e consagram a esmagadora tarefa de abastecer a capital.

publicado por blackcrowes às 16:50
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Dezembro 13 2010

 

 

 

 

 

 

 

 

Vamos percorrer agora um dos trechos mais pitorescos e estupendamente belos de toda a costa portuguesa. São fragas enormes abrindo fauces negras e profundas, horripilantes que dão vertigens e onde as águas rugem coléricas, lascas planificadas e pardacentas escorregando sobre o mar, gestos, frémitos vivos e petrificados que tomaram jeito de monstros ou de icebergs formidáveis, fortalezas assaltadas pelas ondas, paisagens de ilha deserta onde os corvos grasnam e o mistério habita. De quando em quando no fundo das escarpas abre-se uma praiazinha que os grandes morros separam do mundo, e onde a solidão é trágica e fatal. Dir-se-ia, uma vez metidos naqueles antros, que só existem aquelas rochas carcomidas, aqueles abismos e aquele mar infindo – e que tudo mais é sonho ou não existe.

No primeiro guia de Portugal de 1924 - volume "Lisboa e arredores"

publicado por blackcrowes às 13:59
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Novembro 25 2010

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O percurso pedestre entre a Praia das Maçãs e a Praia do Magoito, faz parte da Grande Rota do Atlântico (GR 11/E9), por uma paisagem deslumbrante circulamos entre zonas rurais e de falésias ricas em fenómenos geológicos.

De salientar a duna fóssil do Magoito construída pela conjugação de três elementos da natureza: Terra, Mar e Ar, ou seja, areia, água e vento que contribuíram para esta parede única com a sua forma peculiar.

Partam à descoberta…

publicado por blackcrowes às 10:29

"O fim de uma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite. É preciso recomeçar a viagem. Sempre." - Saramago
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