





Construída por ordem de Filipe I (1527-1598), segundo traçado dos arquitectos Filipe Terzi e, após a morte deste (em 1598), Francisco Turriano. Do cerro sobranceiro ao mar onde foi erguida, esta soberba estrutura militar domina por completo a entrada do Sado e, em simultâneo, subjuga a própria cidade, outrora ao alcance dos seus canhões. Já se vê que a fortaleza de São Filipe cumpria uma dupla função defensiva: enquanto se mantinha alerta para os perigos qua as águas traziam, vigiava, atenta, os movimentos do burgo.
Do mar vinham os já tradicionais ataques da pirataria norte-africana e francesa. A esta juntavam-se, então, os ataques de ingleses e holandeses, que em finais do século XVI estavam em guerra com Espanha. Por outro lado, o ocupante espanhol, se tinha como seguro o apoio das elites portuguesas, devia recear das classes populares, que lhe eram adversas.
Os maciços, imponentes, inamistosos e ameaçadores baluartes, as entradas austeras e as guaridas contribuem, decisivamente, para reforçar essa vocação da fortaleza filipina.
Os trabalhos de construção tiveram início em 1582, com a presença do próprio rei.
A planta da fortaleza desenha uma estrela de seis pontas, traçado sinuoso a que não é alheio o acidentado do terreno onde lança profundos alicerces.
Texto retirado da placa informativa existente na entrada do forte